Educação Infantil é prioridade

A Educação Infantil vem passando por um longo e permanente processo de transformação no Brasil, especialmente nos últimos 20 anos. Se antes as escolas responsáveis pela fase inicial do aprendizado da criança adquiriam caráter de assistência social, hoje é consenso que essas instituições são, sim, um assunto do âmbito da Educação. Mais do que isso: especialistas, educadores e pesquisadores reconhecem a importância do desenvolvimento integral nos primeiros anos de vida e encaram a vivência escolar como parte essencial desse processo. A preocupação se reflete na inclusão do tema como um dos itens do Compromisso Todos Pela Educação, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação.

Embora a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) defina a Educação Infantil como “primeira etapa da educação básica” (artigo 29) e delegue a ela a finalidade de “desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”, na prática, ainda são tímidos os investimentos nesse sentido, especialmente no ensino público, uma responsabilidade dos governos municipais. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a educação brasileira atende a somente 33% das crianças entre zero e seis anos. O Censo Escolar de 2003 revela que, no país, apenas 10,6% de crianças entre zero e três anos freqüentam a escola ou a creche. A estatística também mostra que o número de excluídos do universo escolar, nessa faixa etária, chega a 11 milhões. Entre os quatro e seis anos de idade, 30% das crianças (cerca de três milhões) estão fora da escola.
“Nenhum município do país conseguiu atender a 100% de suas crianças dessa idade. Quem disser que o fez está mentindo”, afirma a especialista em Educação Infantil Karina Rizek Lopes, coordenadora de projetos da Escola de Educadores, centro de formação localizado em São Paulo. No entanto, algumas cidades têm se destacado por assumir esse compromisso e estabelecerem metas concretas para a efetiva universalização na Educação Infantil.

Ampliar a rede
Em 1993, Belo Horizonte fez uma triste constatação: a procura dos alunos na Educação Infantil excedia em mais de 100% o número de vagas oferecidas. Além disso, a maior parte das escolas em funcionamento era da rede conveniada – mantida por associações, igrejas e institutos que prestam atendimento ao município por meio de parcerias -, e não da própria prefeitura. “Naquele momento, decidimos formular uma política articulada tendo como principal meta a expansão do atendimento na rede pública municipal”, lembra Rita Coelho, assessora de Políticas de Educação Infantil, da Secretaria da Educação do município.

Além de triplicar os recursos para a área, o que possibilitou a construção de novas unidades, a cidade também estabeleceu critérios para o preenchimento das vagas. A prioridade, desde então, é atender às crianças com mais vulnerabilidade social, ou seja, aquelas que vivem em situação de pobreza, as vítimas de violência e abandono e as crianças com deficiência. O levantamento dessa informação é possível porque o trabalho é intersetorial, com participação das secretarias de Assistência Social e Saúde. Atualmente, a rede de ensino de Belo Horizonte atende a quase 34 mil crianças na Educação infantil (72% da demanda); as menores, entre zero e três anos de idade, ficam na escola em período integral. Alunos de quatro e cinco anos estudam em tempo parcial e, a partir dos seis, ingressam no Ensino Fundamental, desde 1998. “Nossa intenção não é apenas ampliar o acesso, mas permitir a permanência desses alunos nas escolas”, afirma a gerente de Educação Infantil da capital mineira, Mayrce Terezinha da Silva Freitas.

Sob o aspecto da melhoria da qualidade do ensino, o município estimulou os professores a buscar a formação mínima indicada pelo Ministério da Educação, ou seja, o nível médio Normal. Outro incentivo foi a criação de um plano de carreira específico para o educador infantil. Além de dar continuidade a esse trabalho, a secretaria de Educação estuda a possibilidade de aplicar, a partir do ano que vem, uma política de avaliação, para constatar os avanços e identificar os pontos em que o projeto não funciona tão bem. “O fundamental disso tudo é perceber a criança como sujeito de direitos, que deve ser atendida na sua necessidade de ter uma educação de qualidade”, acredita Mayrce.

Pólo da educação no Nordeste
Essa mobilização que reuniu poder público e sociedade civil na capital mineira também começa a mudar a realidade da cidade cearense de Sobral, distante 230 quilômetros de Fortaleza e localizada na região do semi-árido brasileiro. Seus 155 mil habitantes (IBGE, 2000) decidiram fazer da educação sua prioridade. Primeiro, criaram um plano de ação para garantir que todas as crianças freqüentassem o Ensino Fundamental – algo previsto na Constituição de 1988, mas que ainda não era realidade por lá. Em 2001, a cidade ampliou o Ensino Fundamental para nove anos, atendendo às crianças de seis anos de idade. Dois anos mais tarde, Sobral registrava 100,16% de taxa de escolarização líquida, de acordo com o Censo Escolar. O número é possível porque Sobral passou a receber alunos de cidades vizinhas, tornando-se um pólo de educação da região. Etapa vencida, hora de olhar com mais carinho para a Educação Infantil.

O primeiro passo, assim como no processo anterior, foi ampliar o número de vagas. “Temos um desafio, que é o espaço físico. Por isso, nossa decisão foi a de construir centros exclusivos para atender a essa demanda”, explica a coordenadora de Educação Infantil de Sobral, Edna Lúcia de Carvalho Lima. Três desses centros foram inaugurados em 2004 e, de acordo com o plano estratégico da prefeitura, outros oito serão concluídos nos próximos anos. Hoje, a rede de educação de Sobral atende a 6,5 mil das 25 mil crianças da cidade. Como se vê, há muito trabalho pela frente, mas o caminho parece trilhado.

A melhoria da qualidade nas escolas de Sobral tem sido perseguida com cursos de formação continuada oferecido aos educadores. “Eles se encontram mensalmente para discutir questões teóricas e práticas sobre Educação, montar atividades nos eixos de linguagem, matemática, música e recreação, e trocar experiências”, conta Edna. Assumir a Educação como compromisso da cidade como um todo, e não de um governo isolado, faz com que os investimentos sejam contínuos e garante que o projeto não seja interrompido. Um importante aliado na meta de universalização na Educação Infantil no país é a implementação do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, que substituiu o antigo Fundef, a partir de janeiro deste ano. A principal diferença é que o novo fundo abrange toda a Educação Básica, incluindo as creches e pré-escolas. “Tínhamos uma grande contradição: por um lado, em 1996 aprovamos a LDB, que estabeleceu o ensino infantil como parte da Educação. Por outro, o governo criou o Fundef, que deixava essa etapa de fora. Sem verbas, ficava difícil para os municípios investir”, explica a especialista Karina Rizek Lopes.

A mobilização maior da sociedade, que se organiza em projetos e campanhas como o compromisso Todos pela Educação, também é visto como algo positivo, porque toda sociedade assume a responsabilidade por melhorar a qualidade do ensino. O Ministério da Educação procura colaborar com a formação dos professores. Em 1999, aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. A pasta também reúne estudos sobre o tema, reunidos em livros como os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil e os Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil (ambos disponíveis no site do MEC).

A professora da faculdade de Educação da USP Marieta Lúcia Machado Nicolau vê com otimismo a mudança de postura com relação à Educação Infantil no país. “Hoje, ninguém questiona o direito garantido da criança pela Educação, desde cedo”, afirma Marieta, que coordena o Programa de Educação Continuada oferecido aos municípios. “Antes havia uma bifurcação entre assistir e educar. Tento mostrar que se educa assistindo e se assiste educando, para atender às crianças de forma integral”.

No Jardim de Infância
As primeiras instituições brasileiras de atendimento às crianças de zero a seis anos surgiram ainda no Império com intuito de amparar as que eram abandonadas nas ruas das cidades, como os orfanatos, os asilos para pobres e a Santa Casa de Misericórdia, com sua roda dos expostos. Mas foi o desenvolvimento da medicina e da microbiologia – e a viabilização da amamentação artificial – que possibilitou amparar essas crianças sem os alarmantes índices de doenças e de mortalidade da época.

Um dos pioneiros nessa experiência no exterior foi o médico Friedrich Froebel – idealizador dos Jardins de Infância. Essa idéia chega ao Brasil na década de 1870, com divulgação no jornal do médico Carlos Costa, e é aplicada na sala de jardim de infância aberta ao lado de uma igreja protestante americana instalada em São Paulo. A iniciativa inspirou duas outras: uma no colégio Menezes Vieira (Rio de Janeiro/1875) e no Caetano de Campos (São Paulo/1896), que adaptou a pedagogia de Froebel para a realidade brasileira. Em 1924, já eram 47 as instituições entre creches e jardins de infância pelo Brasil, principalmente nas capitais.

A partir daí, muitas creches são instaladas para atender aos filhos dos operários, sempre ligadas à Assistência Social, embora houvesse, em muitos casos, profissionais da área pedagógica orientando seu funcionamento. A partir de 1980 a sociedade passa a discutir a possibilidade de inclusão das pré-escolas na Educação Básica, intenção concretizada na Constituição de 1988. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, ratifica essa decisão, enfatizando que a Educação é um direito da criança e que deve, portanto, ser universal.

Você está preparado para seu filho entrar na escola?

Muito do sucesso de uma adaptação sem traumas pode estar nas mãos dos pais, da maneira como conduzirão o relacionamento com a escola até o fato de a criança estar bem naqueles novos ambiente e contexto. Aqui nós listamos 15 pontos fundamentais para que a adaptação à primeira escola (ou às novas) seja tranqüila para vocês

Confie na escola
Parece óbvio, mas nem sempre acontece. É o primeiro passo para que a criança também se sinta segura no novo local. ‘É como se a mãe autorizasse alguém a cuidar do filho dela, e é nessa autorização que o processo de adaptação da família começa a dar certo’, afirma Liamara Montagner, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Santo Américo (SP). Para que haja confiança, por sua vez, é importante que a escolha da escola tenha sido bem trabalhada. Quando é indicação de amigos ou familiares, fica fácil. Para quem não tem tais referências, esse vínculo se estabelece na medida em que os pais conhecem e se identificam com os princípios que norteiam o projeto pedagógico e a concepção de aprendizagem. E, naturalmente, precisam acreditar nesses valores éticos e morais estabelecidos pela escola.

Converse sempre com a equipe pedagógica
Não só as crianças, mas também os pais têm de ser assistidos no processo de adaptação. Esclarecendo dúvidas e conversando sobre eventuais incômodos, angústias e insatisfações com coordenadores e professores, os pais adquirem intimidade com a escola e se sentem mais confortáveis em relação a ela. Foi o que tranqüilizou Lucimeire Souza Campos na adaptação à segunda escola dos filhos Vinícius e Murilo. ‘Digo que, à custa de muito sofrimento, a escola me educou. Eu fazia de tudo para não quebrar as regras, pois a escola procurava adotar uma postura de autonomia às crianças. Hoje estou muito satisfeita.’

Aproveite a troca entre pais
O processo de adaptação é uma oportunidade de os pais se conhecerem, interagirem e compartilharem sentimentos. Nas conversas, descobrem que as crianças são muito semelhantes entre si e que eles, por sua vez, estão passando pelas mesmas angústias. Ao mesmo tempo, vão criando um vínculo no ambiente escolar. ‘Mães e pais que têm filhos mais velhos na escola exercem um papel importante nessa hora, pois passam segurança para os que estão sendo recebidos pela primeira vez’, diz a psicopedagoga Edimara de Lima, diretora pedagógica da Prima Escola Montessori (SP).

Lembre-se de que conquistas requerem esforços
‘Existe uma tendência de os pais quererem superproteger os filhos, evitando ao máximo que sofram. Mas é importante lembrar que o ingresso na escola e as primeiras separações da mãe ou de casa fazem parte do processo de crescimento da criança’, afirma Paula Bacchi, orientadora da sala do Infantil e Jardim do Colégio Santa Maria (SP). Ela acrescenta que os pais devem ter em mente que certas conquistas vêm acompanhadas de dificuldades. Representam também um amadurecimento da criança, e a escola é um excelente ambiente para isso acontecer.

Atente para o tom da separação
Despedidas dramáticas, duradouras e carregadas de emoção são um prato cheio para dificultar a entrada das crianças na escola. Independentemente do comportamento delas, os pais devem procurar dar um tom leve e até mesmo prático às despedidas. Duro, né? Mas é fundamental para que a criança perceba que não existe a opção de um choro segurar o pai ou a mãe na escola por mais tempo.

Preserve a rotina da criança em casa
Não é hora de mudanças de cama, de quarto, retirada de fraldas, chupeta, mamadeira e coisas do gênero. Luciana Guerra de Almeida Prado sentiu isso na pele com a filha Eduarda. Aos 4 anos, a menina começou na escola e foi muito bem nos primeiros 15 dias de aula. Ela e o marido foram então viajar. Ficaram fora por quase 20 dias e, nesse período, Eduarda se viu numa escola em que não estava totalmente adaptada, sem a mãe e o pai por perto, na casa da avó, e ainda com a irmã estudando em sua escola antiga. ‘Quando voltamos, foi dificílimo. Ela não queria mais ir à escola, não queria vestir o uniforme… Foram dois meses até ela se adaptar novamente. Realmente, eu não imaginava como aquilo iria comprometer a adaptação.’

Adapte-se aos horários e tenha assiduidade
‘Nos primeiros dias, a pontualidade na hora de buscar é crucial. Um atraso pode deixar a criança insegura, com medo de que a mãe não volte, e dificultar a despedida e a permanência nos dias seguintes’, diz Edimara de Lima, da Prima Escola Montessori. Mesma pontualidade no início do dia também para que a criança inicie as atividades com o grupo. Evite faltas, para que a criança se insira logo na rotina escolar.

Escola o Dia Todo

Pais no trabalho, filhos na escola. Não há melhor combinação, especialmente para as mães, que ainda arcam com a maior parte dos cuidados com as crianças. Para elas, o único senão dessa história sempre foi contar com essa tranqüilidade por apenas meio dia. É que, passada a fase do bebê no berçário, poucas escolas ofereciam a possibilidade de período integral. Hoje, a boa nova é que a situação se inverteu. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), mais de 98% das escolas particulares de educação infantil no país trabalham com turnos de mais de cinco horas. Em muitas, isso ainda significa apenas um dia de atividades extras na escola durante a semana. Em outras, o período integral já é opção de rotina de segunda a sexta-feira. “A ampliação da carga horária escolar é há muitos anos uma realidade em escolas européias e americanas. Aqui, chegou para atender à necessidade de pais que não dispõem de tempo para se deslocar com os filhos em suas atividades e querem livrá-los do estresse do trânsito e da insegurança das ruas”, avalia a educadora Neide de Aquino Noffs, professora da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo e autora do livro O Psicopedagogo na Rede de Ensino (Editora Elevação, 2003).

Salto de qualidade

A expansão do horário escolar começa também a se estender para o ensino fundamental – atinge 12,7% das instituições, segundo o Inep. Para os especialistas, tanto nesse nível quanto na educação infantil, a mudança é maior do que a simples permanência ampliada na escola. “Além de entreter a criança com brincadeiras e dar a ela cuidados de alimentação e higiene, os colégios passaram a investir em atividades mais pedagógicas, voltadas para a formação artística, cultural e esportiva do aluno, o que é um salto de qualidade”, diz Neide Noffs. Para a pedagoga Silvia Gasparian Colello, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, “essa é uma tendência que veio para ficar”.

Com certeza. Até as escolas mais tradicionais do país, como o São Luís, em São Paulo, com 136 anos de existência, se renderam às necessidades dos novos tempos. “Implantamos este ano o curso de período integral para crianças até a 4a série, depois de uma pesquisa com pais de alunos, com 80% de aprovação. A procura no primeiro semestre já superou as expectativas que tínhamos para o ano todo”, afirma Viviane Verdasca, coordenadora do integral da escola, onde o menino Victor, de 2 anos, passa 10 horas por dia. “É uma opção cara, mas vale mais a pena do que pagar uma babá para cuidar do meu filho. Na escola, não há limitação de conteúdo e de paciência”, diz a mãe, a comerciante Paula Yoon Sook Im.

Alfabetização Ou Letramento?

Letramento é uma tradução para o português da palavra inglesa “literacy” que pode ser traduzida como a condição de ser letrado. Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita. Alfabetizar letrando, é ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, assim o educando deve ser alfabetizado e letrado. A linguagem é um fenômeno social, estruturada de forma ativa e grupal do ponto de vista cultural e social. A palavra letramento é utilizada no processo de inserção numa cultura letrada.

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, embora a palavra literacy já constasse do dicionário desde o final do século XIX, foi nos anos 80 , que o fato tornou-se foco de atenção e de estudos nas áreas da educação e da linguagem. No Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam e se confundem. A discussão do letramento surge sempre envolvida no conceito de alfabetização, o que tem levado, a uma inadequada e imprópria síntese dos dois procedimentos, com prevalência do conceito de letramento sobre o de alfabetização. Não podemos separar os dois processos, pois a princípio o estudo do aluno no universo da escrita se dá concomitantemente por meio desses dois processos: a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades da leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita , o letramento.

O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento , que é o uso social da leitura e da escrita. Para formar cidadãos atuantes e interacionistas, é preciso conhecer a importância da informação sobre letramento e não de alfabetização. Letrar significa colocar a criança no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade. Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social. O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira informal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a importância do letramento, deixamos de exercitar o aprendizado automático e repetitivo, baseado na descontextualização.

Na escola a criança deve interagir firmemente com o caráter social da escrita e ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de individuos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. “Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo”. TFOUNI, Leda Verdiani.

A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser.

Projeto “Meu Dinossauro Favorito”

Durante um projeto, os alunos não aprendem apenas sobre o tema escolhido: aprendem a perguntar, a cooperar, a pesquisar, a respeitar, a ouvir os outros… enfim, uma infinidade de procedimentos importantes para a vida

Passeio ao Teatro

Acreditamos que a parceria entre o lazer e o aprender é de fundamental importância para o desenvolvimento do cidadão ético e solidário.
e, por isso, quatro vezes ao ano, propomos visitas pedagógicas, onde desenvolvemos atividades multidisciplinares importantes para o aprendizado das crianças

Capoeira

A criança que pratica Capoeira aprende não apenas a jogar como também a tocar instrumentos (berimbau, pandeiro e caxixi) e a cantar canções da nossa cultura.
O jogo de Capoeira também aprimora o controle emocional, estimulando a observação e a defesa, quando necessária, ao contrário de incentivar a agressividade e a violência.
É uma ótima ferramenta para a formação moral, física e cognitiva.

Festa Junina

Sempre pensando na educação como cultura, incentivamos a participação em festas que remetam ao folclore e costumes de nosso país